30 anos
1980-2010

Em 2010, nos 30 anos sobre o boom, foram publicadas 18 entrevistas, 3 destaques e 9 colaborações de escribas da música nacional. Fica aqui esse registo/memória.

COLABORAÇÕES . 30 anos
DESTAQUES . 30 anos

ALARME – Entrevista a Carlos Cavalheiro em Maio de 2010

Carlos Cavalheiro teve um percurso singular no panorama da música moderna portuguesa, desde o álbum estreia de Júlio Pereira, "Bota fora", de que é co-autor, à banda rock Alarme (que vence o concurso "Só rock", em Coimbra).

[Nota: Carlos Cavalheiro faleceu em junho de 2023]

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António Luís Cardoso

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A maior revolução da música em Portugal

1. Volvidos tantos anos sobre o ‘boom do rock português’, que memórias restam?

As memórias que restam são as de grande emoção, o ter feito parte daquilo que eu chamo a maior revolução da música em Portugal. O roque Português teve a força duma erupção vulcânica que a maioria não esperava.

 

2. O ‘boom’ precisa de pai? E será o Rui Veloso ou António Manuel Ribeiro?

Não precisa própriamente de um "Pai". Diria que tudo começou com um grupo de pioneiros de que Rui Veloso e António Manuel Ribeiro fizeram parte.

 

3. Um disco e uma banda/músico do ‘boom’?

Taxi, "Chiclete".

 

4. Quando os Alarme venceram o festival "Só Rock" tiveram legítimas aspirações a uma carreira regular, não só um single e dois anos na estrada?

Sim, sem dúvida, tivemos aspirações a uma carreira regular. Houve no entanto situações que não foi possível ultrapassar.

 

5. Como lembra esses dois anos de concertos? 

Com alegria, foram dois anos de histórias interessantes e de loucos concertos!

 

6. Que percurso teve o Carlos entre o "Bota Fora" com o Júlio Pereira e os Alarme?

Curiosamente esses anos foram preenchidos a tocar numa banda de músicos angolanos e que para mim foram como que uma revelação. Tenho maravilhosas memórias desses tempos. Curiosamente dois deles, os irmãos Altino e Orlando Borda D'Água fizeram parte do Alarme.

 

7. Apesar de haver diversas bandas 'hard' no 'boom' (NZZN, Fero & Fogo ou Xeque-Mate, por exemplo) o público estava mais virado para o pop-rock?

Eu considero que há público para todos os gostos. Enche-se um pavilhão para música dita pimba, clássica, Jazz ou qualquer outra. Creio que não se pode generalizar o público.

 

8. Depois destes anos todos volta com os Alarme e nova formação, a que se junta o cd "Estamos aqui". Pela informação no vosso "My space", podemos pressupor que se tratam de temas pensados à data do 'boom' e não gravados, e, ainda, novas versões do single?

O CD "Estamos Aqui!" é realmente composto por músicas que foram criadas pelo Alarme e que nunca tinham sido gravadas, mas tem também duas faixas cridas mais recentemente (Sigo por Aqui e Não Pode Continuar Assim). Temos planeado entrar em estúdio em Novembro deste ano com originais mais actuais.

 

9. Que música moderna portuguesa ouve, actualmente?

Regressei há pouco tempo a Portugal depois de 24 anos de ausência. Estou ainda em fase de familiarização com a moderna música Portuguesa e o meu interesse recai sobre as bandas Rock portuguesas em geral e as que cantam em Português em particular.

Alarme – "Desconto especial"

Xarhanga / Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro – "A Nossa homenagem"

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