1980-2010
Em 2010, nos 30 anos sobre o boom, foram publicadas 18 entrevistas, 3 destaques e 9 colaborações de escribas da música nacional. Fica aqui esse registo/memória.
ALARME – Carlos Cavalheiro
ANÍBAL MIRANDA
DA VINCI - Pedro Luís Neves
FERRO & FOGO – João Carlos
FRODO
GNR – Vítor Rua
GRUPO DE BAILE – Carlos Manuel Tavares
HERÓIS DO MAR – Carlos Maria Trindade
IODO – Jorge Trindade
LENA D'ÁGUA
LUÍS PEDRO FONSECA
PIZO LIZO – Mário Pimenta
ROCK & VARIUS – Midus
SALADA DE FRUTAS – Moz Carrapa
TAXI – Rodrigo Freitas
TÓ NETO
TRABALHADORES DO COMÉRCIO – Sérgio Castro
UHF – António Manuel Ribeiro
ANDRÉ NASCIMENTO > António Manuel Ribeiro teve um papel mais preponderante na música do que o Rui Veloso
ARISTIDES DUARTE (2) > e foi um frenesim… | UHF - À Flor da Pele
CARLOS VILAFANHA > recordo pela positiva as noites passadas no Rock Rendez Vous
J. SOARES > tempo único e irrepetível
JOÃO CARLOS CALLIXTO > foi uma época de excessos
JORGE ÁLVARES > novidade de ouvir pela primeira vez rock cantado em português
JORGE RESENDE > o rock cantado em português, das memórias mais presentes
JÚLIO MARQUES (2) > tardes e noites fantásticas passadas no Rock Rendez-Vous | Roxigénio - "Roxigénio"
PAULO RAMOA > começo a ouvir música moderna em português
Em 2010 foi solicitado a um conjunto de escribas/estudiosos da música nacional presentes na Web para responderem a três curtas perguntas sobre o boom e, também, a fazerem uma escolha – cinco LPs e cinco singles – centrada nos anos 1980-1983.
Aqui ficam as palavras e escolhas de João Carlos Callixto, um dos maiores estudiosos da música portuguesa.
António Luís Cardoso
Singles
- Heróis do Mar – "Brava Dança dos Heróis"
- Carlos Maria Trindade – "Princesa"
- António Variações – "É p'ra Amanhã"
- UHF – "Um Mau Rapaz"
- GNR – "Hardcore (1º Escalão)"
LPs
- António Variações – "Anjo da Guarda"
- Heróis do Mar – "Heróis do Mar"
- GNR – "Independança"
- UHF – "À Flor da Pele"
- Street Kids – "Trauma"
Entrevista a João Carlos Callixto, em Maio de 2010
Foi uma época de excessos
Volvidos tantos anos sobre o ‘boom do rock português’, que memórias restam desse tempo a um amante de música portuguesa?
A importância do denominado "boom do rock português" tem especialmente a ver com as mudanças na indústria musical nacional então ocorridas. Foi uma época de excessos e de lançamento de projectos inconsistentes, mas só isso pôde proporcionar o surgimento de projectos da mais alta valia, quase a par com o que se fazia no estrangeiro na mesma altura. De entre os que mais me marcaram, não posso deixar de destacar António Variações, os Heróis do Mar, os GNR, os Street Kids ou Lena d'Água.
A eterna questão do pai do ‘boom’ do rock português: Rui Veloso ou António Manuel Ribeiro?
Esta questão dos pais é sempre complicada, já que quer Veloso quer AMR podem ser de facto considerados os pais do chamado "boom do rock português". Cronologicamente, AMR terá que ser considerado o primeiro pai, uma vez que o primeiro disco dos UHF é ainda de 1979, um ano antes da estreia de Rui Veloso. Comercialmente, a explosão deu-se com "Chico Fininho", em 1980, e todo o boom veio nessa sequência. Por isso, por mais que me custe, o pai do boom propriamente dito terá que ser Rui Veloso.
30 anos depois, como está a música moderna portuguesa?
Está bem e recomenda-se, com projectos que vão desde uns Deolinda a uns WrayGunn, ou desde Mazgani aos Poppers. Isto sem esquecer que pela primeira vez na história da música rock nacional temos projectos com a importância dos UHF ou dos Xutos & Pontapés a comemorar 30 anos de carreira ou dos Mão Morta a comemorar 25 anos. Ou seja, o nosso rock atingiu de facto a idade adulta.

