Os tios do boom

 

Se se fala tanto no pai do rock, poderemos arranjar outras importantes afiliações, personalidades que impulsionam o fenómeno do boom. Destacam-se aqui, para já, quatro desses autênticos melómanos que muito contribuiram para muita da música portuguesa que hoje temos.
Brigada do Reumático

Júlio Isidro

O multifacetado apresentador de televisão lançou ínumeras bandas e músicos, nomeadamente através dos seus programas “Febre de Sábado de manhã” e “Passeio dos Alegres”. É icónica a passagem de António Variações, ainda sem discos gravados, cantando uma canção sua ainda em maqueta “Toma o comprimido”. Aliás, segundo Luís Filipe Barros terá sido por sua indicação que Variações procurará Júlio Isidro. O radialista (amigo do cantor) diz que quando não gostava de um projecto, indicava os programas do apresentador para uma porta não se fechar.

Também foi produtor, como é o caso do single da banda Semáforo ("Hoje há rock no liceu" / "Quotidiano", 1982).

 

Brigada do Reumático

Luís Filipe Barros

O mentor do programa “Rock em Stock” foi uma das pedras-chave para tudo acontecer. Programa religiosamente ouvido por fãs de rock dedicará à música portuguesa muito espaço. Nas suas próprias palavras, diz que repetiu várias vezes no mesmo programa de duas horas o tema “Chico fininho”, de Rui Veloso. Bandas como NZZN ou Iodo ostentavam nos seus discos o privilégio de terem sido número 1 no top do programa.

Foi responsável pela editora RCS que, entre outros, gravou Go Graal Blues Band.

 

Brigada do Reumático

António Sérgio

Se Luís Filipe Barros privilegiava o rock mais mainstream, António Sérgio será um farol para o que hoje chamamos de música alternativa. O seu programa de rádio “Som da Frente” conquista também uma legião de seguidores.

Criou a editora Rotação (dentro da "mãe" Rossil), onde gravam Xutos & Pontapés, Manifesto, Opinião Pública, Sub-Verso, etc.

Brigada do Reumático

 

António Avelar Pinho

Um dos mentores da Banda do Casaco terá um papel importante enquanto impulsionador de muitas bandas e músicos do boom, produzindo e colaborando em inúmeros discos. Um dos exemplos maiores dessa colaboração serão os Heróis do Mar, mas também o próprio pontapé de saída “Ar de rock”, de Rui Veloso, onde além da produção assina alguns temas.

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